Robert Bresson

Nasceu em 25 de setembro de 1901 em Bromont-Lamothe. Frequentou o Liceu Lakanal (Sceaux), onde terminou o bacharelado em Latim, Grego e Filosofia antes de se dedicar à pintura, que estuda e pratica ao mesmo tempo que também colecionava pintura contemporânea, principalmente obras de Max Ernst, de quem era amigo.

Em uma entrevista ao “Le Monde”, em 1971, disse: “…aos 17 anos não tinha lido nada e nem sequer compreendia como tinha conseguido passar nos exames de bacharel. Aquilo que recebia da vida não eram idéias traduzidas em palavras, eram sensações. Música e Pintura – formas, cores – eram para mim mais verdadeiras que todos os livros conhecidos. Nessa época, um romance parecia-me uma farsa. Mais tarde, e com que apetite (!), tal era a necessidade que sentia, lancei-me sobre Stendhal, Dickens, Dostoievski e ao mesmo tempo sobre Mallarmé, Apollinaire, Max Jacob, Valéry. Montagne e Proust – pensamento, língua – impressionaram-me prodigiosamente”.

A atração pelo cinema chega no final dos anos 20, a partir da “descoberta” de Charles Chaplin, Robert Flaherty e Jean Cocteau. Na década de 30, adquire o essencial da sua formação intelectual e artística, bem como o cristianismo rigoroso (que normalmente se associa ao jansenismo, tão referido a propósito da sua obra), a tendência para o isolamento e também para a investigação em torno das artes visuais. Começa a trabalhar no cinema como dialoguista em 1933, no filme de Frédéric Zeinick, “C’Était un Musicien.

Depois de ter ficado preso durante mais de um ano num campo alemão durante a guerra, realiza em 1943 seu primeiro longa: “Les Anges du Péché”. Ainda durante a guerra, em abril de 1944, inicia as filmagens de Les Dames du bois de Boulogne, uma adaptação de Diderot com diálogos de Jean Cocteau. O filme estréia em 1945, provocando polêmica. A crítica francesa, ou melhor, André Bazin, reconhece em Bresson o talento de um dos maiores cineastas vivos. No entanto, os insucessos junto ao público não favorecem o apoio necessário à produção de novos projetos. Entre 1945 e 1949, Bresson tenta sem sucesso reunir meios para um projeto sobre Santo Inácio de Loiola, em colaboração com Julien Green. Em 1949, participa com Jean Cocteau e Roger Leenhardt na criação de Objectif 49 onde seria recrutada a primeira equipe dos Cahiers du Cinéma.

 

Principais filmes:

1934 – Les Affaires Publiques
1943 – Les Anges du Peché
1945Les Dames du Bois de Boulogne
1951 – Le Journal d’un Curé de Campagne
1956 – Un Condamné à Mort S’est Échappé
1959 – Pickpocket
1962 – Le Proces de Jeanne D’Arc
1966 – Au Hasard Balthazar
1967 – Mouchette
1969 – Une Femme Douce
1972 – Quatre Nuits d’un Rêveur
1974 – Lancelot du Lac
1977 – Le diable Probablement
1983 – L’Argen

 

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