Friedrich Wilhelm Murnau (1888-1931)

Antes de se tornar notável na direção, Murnau foi assistente de Max Reinhardt. Seus primeiros filmes, como Satanas (1919) ou Der Januskopf (1920) situam-se numa corrente expressionista. Mas Nosferatu (1922) rompe com os cenários estilizados à Caligari, pois seu teor expressionista está mais no argumento e espírito que pelos cenários, muitas vezes naturais. Murnau mudou o rumo com A Última Gargalhada (1924), marcando o triunfo da nova corrente realista chamada Kammerspiel. O filme causou uma impressão tão forte que Murnau foi convidado a trabalhar na Fox, em Hollywood. Por lá, rodou alguns poucos filmes mas duas obras-primas: Aurora (1927), um drama profundo sobre o ciúme. E Tabu (1931), sua última obra, co-dirigido com Robert Flaherty, um documentarista pioneiro. Filmado na Polinésia, com desfecho trágico com os protagonistas. Tragédia levada a realidade. Alguns dias antes da sua apresentação, Murnau morreu num acidente de automóvel aos 43 anos.

 

Principais filmes:

1919 – Der Knabe in Blau
1919 – Satanas
1920 – Sehnsucht
1920 – Der Januskopf
1920 – Der Gang in Die Nacht
1921 - Nosferatu – eine Symphonie des Grauens
1924 – Der Letze Mann (A Última Gargalhada)
1925 - Tartuff (Tartufo)
1926 – Faust (Fausto)
1927 – Sunrise (Aurora)
1928 – Four Devils (Quatro Diabos)
1929 – Our Daily Bread (O Pão Nosso de Cada Dia)
1930 – City Girl
1931 – Tabu (co-direção Robert Flaherty)

 

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