Francis Picabia (1879-1953)

Nasceu e morreu em Paris, era de origem cubana por parte de pai e francês pela mãe. Passou a existência a mudar de residência, amizades, idéias, estilos, combatendo a favor de uma causa para depois combatê-la, a favor de uma amizade que pouco depois abandonará. Anarquista por atavismo e por temperamento, artista prolixo e subversivo, zombando de tudo e de si mesmo, gostando de denegrir as idéias, instituições, homens; céptico até o dogmatismo, apaixonado pela liberdade até o libertarismo; tendo menos cuidado em fazer carreira do que fazer escândalo, Picabia assim mesmo assinalou sua época como artista e, mais ainda, como indivíduo. Estudou na Escola de Belas-Artes, pintou até 1908 quadros nitidamente impressionistas, depois composições sob influência do Cubismo. Em 1915 entrou em contato, em Nova York, com Marcel Duchamp, firmando, de acordo com ele, as bases da insurreição dadaísta. Foi para Barcelona 1916, onde fundou a revista “391” que animou com a verve e a acerba ironia que possuía. Em 1918 junta-se ao grupo Dada na Suiça. De volta a Montparnasse serviu de laço vivo entre os Dadaístas alemães de Zurich e os Dadaístas franceses. Em 1921 briga com os antigos amigos e acompanha André Breton quando este cria o movimento surrealista. Para a companhia dos ‘ballets” suecos cria a decoração e os trajes do “ballet Repouso", expõe com Mirò, André Masson, Max Ernst, Dali.

 

 

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