Erik Satie (1866-1925)

Figura polêmica e controversa, o compositor Erik Satie personaliza toda a ousadia e excentricidade dos anos 20 – os anos loucos na capital francesa. Ao longo de sua obra, vários estilos podem ser notados, das vagas harmonias de suas Sarabandes (1887) que influenciariam o compositor Debussy, ao estilo dadaísta e bem humorado de La piège de Méduse. Caracterizado por Man Ray, como o único músico de sua época que tinha olhos, Satie era considerado um músico de vanguarda, especialmente por suas participações nos Balés Parade, em colaboração com Jean Cocteau, Picasso e Diaghilev e Relâche (com Francis Picabia). A música de Entr’acte é considerada a primeira peça musical composta "frame by frame" para cinema, e antecipa as estruturas minimalistas em um estilo recortado e fragmentado que caracterizam este gênero. “Não se trata de saber se Satie é relevante, ele é indispensável” (J. Cage).

 

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